
No segmento de alimentação no domicílio, a queda foi de 0,70%, influenciada pelo recuo expressivo nos preços de itens de peso no orçamento das famílias, como o tomate (-15,08%), a cenoura (-12,23%), a cebola (-8,33%) e as frutas (-2,87%).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou uma variação de 0,06% no mês de julho. O resultado representa uma desaceleração em relação à taxa apurada em junho, quando o indicador havia ficado em 0,39%. Com o desempenho atual, o índice acumula alta de 2,28% no ano e, nos últimos 12 meses, a variação atingiu 4,45%, desacelerando frente aos 4,48% observados no período imediatamente anterior, informa a Agência de Notícias IBGE.
No segmento de alimentação no domicílio, a queda foi de 0,70%, influenciada pelo recuo expressivo nos preços de itens de peso no orçamento das famílias, como o tomate (-15,08%), a cenoura (-12,23%), a cebola (-8,33%) e as frutas (-2,87%). Por outro lado, o leite longa vida registrou alta de 1,60%, e o café moído subiu 1,32%, moderando a trajetória de queda do setor. A alimentação fora do domicílio seguiu o caminho oposto e apresentou desaceleração, passando de 0,59% em junho para 0,25% em julho, puxada pelas altas menos intensas da refeição (0,16%) e do lanche (0,37%).
Outro grupo relevante que registrou taxa negativa foi Habitação, com variação de -0,08%. O desempenho foi impulsionado principalmente pela queda nos custos da energia elétrica residencial (-0,62%), reflexo de reduções tarifárias aplicadas em concessionárias locais. Em contrapartida, subiram o gás encanado (0,32%) e a taxa de água e esgoto (0,21%).
Os demais grupos de produtos e serviços apresentaram os seguintes comportamentos no mês de julho: Despesas pessoais variaram 0,38%; Saúde e cuidados pessoais subiram 0,22%; Vestuário teve leve alta de 0,04%; Educação avançou 0,03%; Comunicação registrou estabilidade com 0,00%; e Artigos de residência fecharam em queda de 0,16%.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 14 de junho e 15 de julho de 2024 e comparados com os valores vigentes entre 16 de maio e 13 de junho do mesmo ano. O indicador refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além de Brasília e do município de Goiânia.





