
Lula também detonou as medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos. “Acho que aquelas tarifas foram baseadas em mentiras”, acrescentou.
Lula (PT) voltou a chamar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “imperador” em entrevista à âncora Christiane Amanpour, da CNN, nesta segunda (21). O petista detonou o republicano pela forma de conduzir o governo americano e contestou as tarifas impostas por Washington.
“É uma forma de governar com a qual não concordo. Ele tem um jeito de governar baseado em ‘sou o mais forte, sou o mais poderoso, sou o mais rico, posso tudo, e todos os outros têm que obedecer’”, disse Lula.
Lula também detonou as medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos. “Acho que aquelas tarifas foram baseadas em mentiras”, acrescentou.
O petista ainda disse que Trump foi eleito para chefiar os EUA, mas “não tem o direito de governar outros países”. “Ele não tem o direito de impor a sua vontade. Gosto de ser respeitado e de demonstrar respeito”, prosseguiu.
Esta não foi a primeira vez que Lula usou a palavra “imperador” para se referir a Trump. O presidente brasileiro já havia feito a comparação em ao menos outras duas ocasiões, ao comentar a política externa e as decisões comerciais dos Estados Unidos.
Em junho, durante coletiva de imprensa na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, Lula afirmou que Trump seguia agindo como um “imperador” e que “fala muito e ouve pouco”.
Em entrevista anterior à CNN, concedida em julho do ano passado, Lula disse que Trump precisava lembrar que foi eleito para governar os Estados Unidos. “Ele não foi eleito para ser o imperador do mundo”, afirmou na ocasião.
Na mesma entrevista, ao discutir o tarifaço contra o Brasil, Lula defendeu uma negociação entre os dois governos antes de medidas comerciais. Ele afirmou que Brasil e Estados Unidos mantêm boas relações há 200 anos e criticou Trump por, em sua avaliação, romper protocolos e a liturgia das relações entre chefes de Estado.





