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Lula: “Quero ganhar para manter Bolsonaro na cadeia”

Lula voltou a relacionar o governo anterior ao esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. “Eles criaram a quadrilha do INSS. Roubaram os aposentados”, afirmou.

Lula: “Quero ganhar para manter Bolsonaro na cadeia”

Lula reproduziu o objetivo de Flávio: “Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia”

O presidente Lula (PT) afirmou neste sábado (19), durante comício em Florianópolis, que quer vencer a eleição para manter Jair Bolsonaro na prisão. Ao atacar seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), Lula reproduziu o objetivo que atribui ao candidato: “‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia”, declarou. A fala foi registrada em vídeo durante o ato na capital de Santa Catarina.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista destinada a impedir a posse de Lula depois das eleições de 2022. Flávio Bolsonaro já afirmou que pretende beneficiar o pai e outros condenados pelo caso caso chegue à Presidência. O tema tornou-se um dos eixos de confronto entre as duas campanhas nesta reta final.

A declaração amplia uma ofensiva que Lula já vinha fazendo contra Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira (16), o presidente afirmou que os ataques do senador a Alexandre de Moraes estão ligados à prisão de Jair Bolsonaro e acusou o adversário de tentar transformar a situação judicial do pai em plataforma eleitoral.

No mesmo discurso deste sábado, Lula voltou a relacionar o governo anterior ao esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS. “Eles criaram a quadrilha do INSS. Roubaram os aposentados”, afirmou. Em seguida, disse que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigaram o esquema e que seu governo prendeu integrantes do grupo.

A Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF e pela CGU em abril de 2025, apura cobranças associativas não autorizadas feitas entre 2019 e 2024. As entidades investigadas cobraram cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas no período, embora nem todo esse montante corresponda necessariamente a descontos fraudulentos. Na primeira fase da operação, houve ordens de sequestro de mais de R$ 1 bilhão em bens.