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Alcolumbre barra inclusão de Bolsonaro em novo PL da Anistia

Em conversas reservadas, Alcolumbre deixou claro que não pautaria uma proposta que incluísse os autores intelectuais dos atos criminosos de 2023. O novo PL da Anistia, que propõe a redução de pena dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluirá...

Alcolumbre barra inclusão de Bolsonaro em novo PL da Anistia

A inclusão de Bolsonaro na nova versão do projeto de lei que anistia os condenados pelo 8 de janeiro enfrenta a resistência do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre

A inclusão de Jair Bolsonaro (PL) na nova versão do projeto de lei que anistia os condenados pelo 8 de janeiro enfrenta a resistência do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Segundo relatos feitos à CNN, para fazer avançar a proposta, que deve ser apresentada ainda em junho, a cúpula nacional do PL aceitou não incluir o ex-presidente.

Em conversas reservadas, Alcolumbre deixou claro que não pautaria uma proposta que incluísse os autores intelectuais dos atos criminosos de 2023.

O novo PL da Anistia, que propõe a redução de pena dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluirá foragidos no exterior.

A formulação final da iniciativa inclui os brasileiros que fugiram, por exemplo, para a Argentina e para o Uruguai.

Ao todo, cerca de 200 pessoas que invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, saíram do país. Do total, a Justiça da Argentina ordenou a prisão de 61.

A proposta tem sido discutida entre os presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado. Segundo apurou a CNN, Bolsonaro também participa das negociações.

O texto final deve excluir dois agravantes da pena dos condenados por participarem dos atos criminosos, o que deve levá-los a cumprirem penas em regime aberto ou semiaberto.

A tendência é de que o PL, Bolsonaro, se posicione publicamente contra a proposta. Mas que, no momento da votação, vote a favor do texto, uma vez que a sigla tem ajudado na formulação da proposta de meio-termo.

O presidente Hugo Motta já pediu que o relator do projeto seja um parlamentar de centro, para facilitar a tramitação junto à direita e à esquerda.