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Cármen Lúcia nega recurso de Renan Santos por vaga no debate da Globo

Cármen Lúcia entendeu que o STF não pode processar regularmente a ação apresentada, por envolver “interesse subjetivo”. A ministra também apontou que esse tipo de discussão não se enquadra no instrumento constitucional escolhido pela defesa.

Cármen Lúcia nega recurso de Renan Santos por vaga no debate da Globo

No pedido, o Missão argumentou que Renan Santos registra desempenho superior ao de Romeu Zema, do Novo, em pesquisas eleitorais. O partido afirmou que, por isso, “existe uma legítima expectativa de participação” no debate.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o recurso do candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, para participar do debate eleitoral da Rede Globo nesta quinta (1º). A decisão mantém o político fora do último encontro entre presidenciáveis antes do primeiro turno.

Renan já havia recebido uma negativa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, na quarta (30). O candidato levou o caso ao STF por meio de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental.

No pedido, o Missão argumentou que Renan Santos registra desempenho superior ao de Romeu Zema, do Novo, em pesquisas eleitorais. O partido afirmou que, por isso, “existe uma legítima expectativa de participação” no debate.

Cármen Lúcia entendeu que o STF não pode processar regularmente a ação apresentada, por envolver “interesse subjetivo”. A ministra também apontou que esse tipo de discussão não se enquadra no instrumento constitucional escolhido pela defesa.

A ministra do STF Cármen Lúcia. Foto: Reprodução

A ministra apontou que questões eleitorais específicas cabem à Justiça Eleitoral. Com esse entendimento, ela não analisou o mérito do pedido de inclusão de Renan Santos no programa da Globo.

O candidato ainda pode tentar levar a discussão ao Supremo por outro mecanismo constitucional. Até o momento, Renan Santos não anunciou se apresentará uma nova medida judicial.

O debate desta quinta deve reunir Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A participação dos quatro consta na programação do último debate do primeiro turno.

A exclusão de Renan decorre das regras aplicadas aos debates e das decisões judiciais que rejeitaram suas tentativas de alterar a lista de participantes. O pedido passou primeiro pelo TSE e, depois, pelo STF.