
Van Hattem aparece discutindo com o general e insulta Tomás Paiva, chamando-o de “frouxo”. O parlamentar também acusou o comandante de manter subordinação indevida ao ministro Alexandre de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) na sexta-feira (1º), após o parlamentar acusar o general do Exército Emílio Vanderlei Ribeiro de tentar constrangê-lo dentro da Câmara dos Deputados. O episódio ampliou a ofensiva bolsonarista contra o Alto Comando militar e colocou novamente o comandante da Força, general Tomás Paiva, no centro dos ataques da direita. Marcel van Hattem chamou Emílio Vanderlei Ribeiro de frouxo.
Em publicação no X, antigo Twitter, Flávio atacou o militar, que atua como chefe da assessoria parlamentar do Exército no Congresso. “Minha solidariedade ao Marcel Van Hatten! Esse tipo de militar não está à altura do Exército Brasileiro”, escreveu o senador.
A confusão ocorreu na quarta-feira (29), depois de uma sessão da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Van Hattem afirma que foi abordado pelo general Emílio logo após fazer um discurso com críticas ao comandante do Exército. A discussão foi gravada e divulgada nas redes sociais pelo próprio deputado.
No vídeo, Van Hattem aparece discutindo com o general e insulta Tomás Paiva, chamando-o de “frouxo”. O parlamentar também acusou o comandante de manter subordinação indevida ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Vice-líder da oposição, o deputado disse que registrará boletim de ocorrência na Polícia Legislativa da Câmara e pedirá que o militar seja impedido de circular no Congresso.
O comandante também se manifestou favoravelmente após o STF derrubar a tese golpista sobre o artigo 142 da Constituição. A decisão encerrou a narrativa de que as Forças Armadas poderiam atuar como “poder moderador” em crises entre os Poderes.
A ofensiva foi endossada por Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secom do governo Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, ele classificou a abordagem do general como “completamente absurda” e afirmou que ofensas não devem ser respondidas com “o aparato estatal”.
Wajngarten ainda incentivou Van Hattem a continuar “desmascarando os BBBs”, sigla usada por ele para se referir de forma pejorativa a militares que chama de “bossais [sic], burocratas e bajuladores”. O ex-integrante do governo Bolsonaro costuma atuar nos bastidores políticos e foi citado em revelações sobre pagamentos de R$ 3,8 milhões para atuar na defesa do banqueiro Daniel Vorcaro.





