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Filho de Fux defende fundador de empresa que repassou R$ 5 mi ao Iter de Mendonça

Victor Godoy, CEO do Iter e ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro, afirmou que o dinheiro foi usado na fase inicial do instituto. Segundo ele, a entidade buscava um parceiro e não queria receber doações. O Iter iniciou a devolução...

Filho de Fux defende fundador de empresa que repassou R$ 5 mi ao Iter de Mendonça

allas é fundador e acionista da Cedro Participações, empresa que repassou milhões de reais ao Iter, instituto criado pelo ministro André Mendonça.

Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi contratado para defender o empresário Lucas Kallas, indiciado pela Polícia Federal sob acusação de crime ambiental. Kallas é fundador e acionista da Cedro Participações, empresa que repassou milhões de reais ao Iter, instituto criado pelo ministro André Mendonça. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A PF indiciou Kallas em junho e o acusa de participar de mineração ilegal na Serra do Curral, na região de Belo Horizonte. A defesa sustenta que o empresário já não comandava a mineradora investigada quando os fatos ocorreram. Um mês depois do indiciamento, ele deixou o comando da Cedro Participações.

A mesma empresa está no centro de outro episódio que envolve um ministro do Supremo. A Cedro repassou R$ 5 milhões ao Iter para bancar custos operacionais e iniciais da entidade. O contrato firmado em 2024 previa R$ 5,9 milhões e foi estruturado como mútuo conversível, modalidade que poderia permitir a transformação do crédito em participação societária.

Lucas Kallas
Lucas Kallas, fundador da Cedro Participações. Foto: Divulgação/Nunna audiovisual

Victor Godoy, CEO do Iter e ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro, afirmou que o dinheiro foi usado na fase inicial do instituto. Segundo ele, a entidade buscava um parceiro e não queria receber doações. O Iter iniciou a devolução antecipada dos recursos depois de decidir se transformar em uma sociedade sem fins lucrativos.

Rodrigo Fux também apareceu recentemente em outro capítulo da crise envolvendo integrantes do Supremo e Daniel Vorcaro. Mensagens apreendidas pela PF no celular do ex-banqueiro mostram contatos entre Vorcaro e o filho de Fux entre 2024 e 2025, período em que os dois se tratavam como “irmão”. Esse material integra outro conjunto de fatos e não demonstra relação com a defesa de Kallas.