
“Ele publica um videozinho mais ou menos, a assessoria de imprensa dele publica um release escrito claramente pelo ChatGPT”, afirmou.
O blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo detonou a comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a participação do senador em audiência pública nos Estados Unidos sobre o tarifaço contra produtos brasileiros. Em transmissão para o seu canal do YouTube, Figueiredo reclamou da falta de material para a imprensa, chamou a campanha de “desgraçada” e disse que o pré-candidato do PL perdeu a chance de transformar a ida a Washington em um ato político de impacto.
Flávio participou da audiência do USTR, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, que analisa a proposta de tarifa adicional de 25% contra produtos brasileiros. Na sessão, o senador pediu que o governo Donald Trump não aplique a medida neste momento, argumentando que a sobretaxa poderia beneficiar politicamente Lula nas eleições de 2026.
Depois da apresentação, porém, Figueiredo explodiu contra a operação política do senador. Ele disse que a imprensa estava “louca” atrás de informações, mas que a equipe de Flávio não entregou entrevista, imagem forte, coletiva ou material completo sobre a fala no USTR. “Ele publica um videozinho mais ou menos, a assessoria de imprensa dele publica um release escrito claramente pelo ChatGPT”, afirmou.
O aliado bolsonarista também cobrou que Flávio tivesse saído da audiência perguntando “cadê o Lula?” e questionando a ausência de representantes do governo brasileiro e da Apex no debate. Segundo Figueiredo, essa seria a imagem que deveria estar nos jornais e no Jornal Nacional. “É tão difícil entender que, se você é o centro das atenções, esse é o momento de você brilhar?”, disse.
A fala expõe o incômodo dentro do próprio bolsonarismo com a forma como Flávio tenta se reposicionar diante do tarifaço. O senador quer se apresentar como defensor dos exportadores brasileiros, mas carrega o desgaste da proximidade com Trump e da suspeita de que aliados do clã ajudaram a estimular a pressão comercial contra o Brasil.
Figueiredo também reclamou que a direita “toma de 7 a 1 na imprensa todos os dias” e atribuiu parte do problema à falta de profissionalismo da equipe do senador. “A gente tenta sentar e deixar nego trabalhar, fazer o que tiver que fazer, mas, puta merda, que campanha desgraçada”, afirmou.





