
Alfredo Gaspar é alvo de investigações de órgãos de controle devido ao direcionamento de emendas parlamentares.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado nesta quarta-feira (5) como pré-candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), é alvo de investigações de órgãos de controle devido ao direcionamento de emendas parlamentares. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu, em abril de 2026, uma auditoria para apurar a destinação de R$ 6 milhões em recursos públicos enviados pelo parlamentar ao município de São José da Laje, localizado no estado de Alagoas.
A execução orçamentária de tais verbas foi realizada por meio da modalidade de “transferência especial”, popularmente denominada como “emenda Pix”. Este modelo de repasse possibilita o envio direto e desburocratizado de recursos financeiros da União para os cofres de estados e municípios, sem a exigência de vinculação prévia aos convênios institucionais tradicionais.
Na ocasião em que os questionamentos vieram à tona, a defesa de Alfredo Gaspar manifestou-se afirmando que “todas as suas ações foram realizadas dentro da legalidade e das normas vigentes. Os recursos enviados ao município de São José da Laje atenderam à solicitação do 1º suplente Rodrigo Valença, ex-gestor do município, reconhecido por sua atuação em prol da população lajense. Gaspar reconhece, ainda, a importância da cidade, que é um polo central da região e merece todo o prestígio do repasse”.
Recentemente, o TCU concluiu a etapa inicial de uma ampla auditoria de âmbito nacional focada no mapeamento e na fiscalização das Emendas Pix. O tribunal já efetuou o compartilhamento e a transferência dos dados e resultados obtidos às autoridades e órgãos competentes encarregados de averiguar as eventuais desdobramentos e consequências nas esferas administrativa, civil e criminal.
A definição sobre a responsabilização jurídica dos agentes envolvidos no caso passará pelo desdobramento das medidas e providências que forem adotadas pela Polícia Federal (PF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Controladoria-Geral da União (CGU), Supremo Tribunal Federal (STF), além da continuidade dos processos de tomada de contas que já tramitam no próprio TCU.





