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Flávio Dino decidiu manter vice-prefeito de Macapá afastado por manter por tempo indeterminado

No despacho, o ministro apontou que o retorno do investigado ao cargo poderia comprometer o andamento das apurações. Segundo ele, há risco de interferência direta nas investigações e possibilidade de uso da função pública para obtenção de vantagens indevidas.

Flávio Dino decidiu manter vice-prefeito de Macapá afastado por manter por tempo indeterminado

Mário Neto está afastado desde março, quando foi deflagrada a segunda fase da Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal.

O  ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos), investigado por suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos públicos na área da saúde. A decisão foi tomada neste sábado (2), em caráter monocrático, atendendo a pedidos da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal.

No despacho, o ministro apontou que o retorno do investigado ao cargo poderia comprometer o andamento das apurações. Segundo ele, há risco de interferência direta nas investigações e possibilidade de uso da função pública para obtenção de vantagens indevidas. A medida cautelar segue sem prazo definido e permanecerá válida até que cessem os fatores que a motivaram.

A decisão também mantém afastados outros investigados, como a secretária municipal de Saúde, Érica Aymoré, e o presidente da comissão de licitação, Walmiglisson Ribeiro. Todos seguem proibidos de acessar prédios públicos e sistemas da administração municipal. O descumprimento das medidas pode resultar na adoção de novas restrições, incluindo eventual prisão preventiva.

Mário Neto está afastado desde março, quando foi deflagrada a segunda fase da Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de direcionamento de licitações, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos na saúde. Entre os elementos analisados estão pagamentos considerados atípicos que somam cerca de R$ 3,3 milhões a empresas, além de relatos de retirada de equipamentos e dificuldades de acesso a documentos.