
O total representa uma alta de 58% em comparação com março do ano anterior, indicando avanço da violência letal contra mulheres no período.
O estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) registrou 86 casos de feminicídio entre janeiro e março de 2026, o maior número já contabilizado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2018. O dado representa um aumento de 41% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 61 casos, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
O crescimento também foi observado no recorte mensal. Em março de 2026, o estado contabilizou 30 feminicídios, o maior número já registrado para o mês na série histórica. O total representa uma alta de 58% em comparação com março do ano anterior, indicando avanço da violência letal contra mulheres no período.
Além desses números, outros indicadores de violência contra a mulher também apresentaram aumento. As ocorrências de lesão corporal dolosa somaram 19.249 casos no trimestre, crescimento de 7,4% em relação ao mesmo período de 2025. Já os registros de violência doméstica aumentaram 14,3% na comparação anual.
Entre os casos de maior repercussão está o assassinato da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, ocorrido em fevereiro, na região do Brás. O marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo e responderá pelo crime na Justiça comum.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o combate à violência contra a mulher é “prioridade do governo de São Paulo” e destacou ações de ampliação da rede de atendimento. “Ainda estão previstas 69 novas salas DDM, parte de um pacote de medidas anunciado no fim de março para ampliar as políticas públicas de combate à violência contra a mulher”, informou. A pasta também afirmou que mais de 2 mil homens foram presos nos últimos três meses por crimes relacionados à violência contra mulheres.





