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“Remada viking”: entenda a coreografia norueguesa e saiba a verdade sobre o “povo do Norte”

A comemoração também apareceu no gramado após a vitória da Noruega por 3 a 2 sobre Senegal. Jogadores se sentaram no campo e simularam movimentos de remada em sincronia, enquanto o meio-campista Martin Ødegaard comandava o ritmo com tambor e...

“Remada viking”: entenda a coreografia norueguesa e saiba a verdade sobre o “povo do Norte”

A chamada remada viking se espalhou por diferentes jogos da seleção norueguesa. Torcedores passaram a reproduzir a coreografia como referência às embarcações nórdicas e à herança deixada pelos vikings, povos ligados à história da Escandinávia.

Torcedores da Noruega viralizaram ao simular remadas durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos, repetindo a coreografia viking que virou marca da seleção. O gesto ganhou força entre os noruegueses nas arquibancadas, nos metrôs e nas ruas, com movimentos sincronizados que remetem à tradição marítima associada ao país.

A comemoração também apareceu no gramado após a vitória da Noruega por 3 a 2 sobre Senegal. Jogadores se sentaram no campo e simularam movimentos de remada em sincronia, enquanto o meio-campista Martin Ødegaard comandava o ritmo com tambor e baquetas.

A chamada remada viking se espalhou por diferentes jogos da seleção norueguesa. Torcedores passaram a reproduzir a coreografia como referência às embarcações nórdicas e à herança deixada pelos vikings, povos ligados à história da Escandinávia.

Os vikings eram originários de regiões que hoje correspondem a Dinamarca, Suécia e Noruega. A chamada Era Viking, período de maior atividade em exploração, comércio e ataques, vai do século 8 ao século 11 d.C.; muitos desses povos também trabalhavam como agricultores, com cultivo de cevada, repolho e nabo em áreas onde o clima permitia.

Segundo Davy Cooper, do Shetland Amenity Trust, itens saqueados de mosteiros “permitiam comprar coisas que não conseguiam produzir em suas próprias fazendas”. Entre os bens obtidos estavam sal, corantes e especiarias, trocados por mel, peles e pessoas escravizadas nas incursões vikings.

A engenharia naval também ampliou o alcance dos vikings. “Seus navios eram projetados para velocidade, para transportar o máximo de homens e para avançar rios adentro”, afirmou Cooper. Para navegação, eles usavam uma “bússola solar” e cristais que ajudavam a identificar a direção da viagem mesmo em condições de neblina, desde que soubessem a posição do sol.