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Líder do PL aciona governo Trump com ofício sobre suposta ligação entre PT e facções

No vídeo removido, Sóstenes afirmava haver “grandes suspeitas” de que dinheiro de facções criminosas financiaria campanhas petistas. A fala foi feita em meio à ofensiva de setores bolsonaristas para explorar politicamente a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelo...

Líder do PL aciona governo Trump com ofício sobre suposta ligação entre PT e facções

Sóstenes disse ter enviado um ofício à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil para pedir esclarecimentos sobre a existência de investigações ou suspeitas envolvendo partidos de esquerda da América Latina e organizações criminosas. Ele também apresentou um requerimento de informações na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara e pediu uma audiência pública com representantes da embaixada.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), tenta levar ao governo dos Estados Unidos a disputa aberta depois que o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou remover publicações em que o deputado associava o PT a recursos de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

A decisão foi tomada após representação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. Mendonça entendeu que o conteúdo atribuiu ao partido do presidente Lula uma acusação grave sem apresentar elementos mínimos de comprovação. Para o ministro, a publicação não se limitava a uma opinião política ou crítica ideológica.

No vídeo removido, Sóstenes afirmava haver “grandes suspeitas” de que dinheiro de facções criminosas financiaria campanhas petistas. A fala foi feita em meio à ofensiva de setores bolsonaristas para explorar politicamente a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.

Mendonça avaliou que a postagem induzia o eleitorado a erro ao sugerir a existência de algum grau de apuração ou informação concreta atribuída a uma fonte externa relevante, no caso o governo estadunidense. A liminar determinou a exclusão do conteúdo em até 24 horas, sob pena de multa diária, e também alcançou eventuais reproduções da publicação.

Depois de apagar o material, Sóstenes disse a jornalistas que cumpriu a ordem, mas afirmou discordar da decisão. O deputado sustentou que não fez uma acusação categórica contra o PT e alegou ter usado apenas o termo “suspeita”. “Eu não fiz nenhuma afirmação. Apenas falei que há suspeita do governo americano”, declarou.

Como reação, o Sóstenes disse ter enviado um ofício à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil para pedir esclarecimentos sobre a existência de investigações ou suspeitas envolvendo partidos de esquerda da América Latina e organizações criminosas. Ele também apresentou um requerimento de informações na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara e pediu uma audiência pública com representantes da embaixada.

“Ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer público e notavelmente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita”, afirmou Sóstenes. O movimento tenta transformar a ordem de remoção em novo embate político, deslocando para uma esfera diplomática uma acusação que, segundo o TSE, foi divulgada sem base mínima de verificação.