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Mendonça determina apreensão do passaporte de Thiago Miranda

De acordo com a Polícia Federal, Miranda seria responsável por coordenar uma rede de influenciadores digitais para tentar desgastar a credibilidade do Banco Central e defender o Banco Master durante as negociações envolvendo a compra da instituição pelo Banco de...

Mendonça determina apreensão do passaporte de Thiago Miranda

Segundo a investigação, os agentes identificaram que Miranda havia adquirido uma passagem para os Estados Unidos com embarque previsto para segunda-feira (13).

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (11) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu sua saída do Brasil. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que alegou haver risco de fuga do empresário, proprietário da agência MiThi e um dos alvos da décima fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (9). As informações são da coluna de Elijonas Maia, da CNN Brasil.

Segundo a investigação, os agentes identificaram que Miranda havia adquirido uma passagem para os Estados Unidos com embarque previsto para segunda-feira (13). A nova fase da operação da PF apura a atuação de uma suposta organização criminosa ligada ao Banco Master, suspeita de intimidar jornalistas, monitorar ilegalmente pessoas relacionadas a autoridades públicas, obter informações sigilosas de forma indevida e adotar medidas para interferir em investigações criminais.

De acordo com a Polícia Federal, Miranda seria responsável por coordenar uma rede de influenciadores digitais para tentar desgastar a credibilidade do Banco Central e defender o Banco Master durante as negociações envolvendo a compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

Ainda segundo a PF, Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e Thiago Miranda teriam oferecido até R$ 2 milhões a influenciadores para participar da estratégia de comunicação. Em depoimento, Miranda afirmou que a iniciativa tinha o aval de Vorcaro, mas sustentou que se tratava de uma ação de “gestão de crise”, e não de uma campanha voltada a atacar o Banco Central.