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Lindbergh pede revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após leitura de carta lida por Flávio

Na petição, Lindbergh afirma que Bolsonaro utilizou o próprio regime de visitas para burlar a decisão judicial que o proíbe de acessar redes sociais ou divulgar manifestações por intermédio de terceiros. Escrita na manhã deste sábado e divulgada poucas horas...

Lindbergh pede revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após leitura de carta lida por Flávio

Lindbergh sustenta que o ex-presidente descumpriu deliberadamente as condições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao redigir uma carta de conteúdo político-eleitoral, posteriormente lida e exibida por Flávio Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou neste sábado (11) o Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu a revogação da prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro e seu retorno ao regime fechado. Lindbergh sustenta que o ex-presidente descumpriu deliberadamente as condições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao redigir uma carta de conteúdo político-eleitoral, posteriormente lida e exibida por Flávio Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Na petição, Lindbergh afirma que Bolsonaro utilizou o próprio regime de visitas para burlar a decisão judicial que o proíbe de acessar redes sociais ou divulgar manifestações por intermédio de terceiros. Escrita na manhã deste sábado e divulgada poucas horas depois, a carta apresenta Flávio como “porta-voz” do ex-presidente, declara apoio à sua pré-candidatura à Presidência e conclama apoiadores a se unirem em torno do senador.

“O que houve foi uma violação deliberada de uma ordem expressa do Supremo. Bolsonaro transformou a prisão domiciliar em instrumento de comunicação eleitoral e Flávio assumiu publicamente o papel de intermediário dessa burla”, afirma Lindbergh.

Para Lindbergh, a designação de Flávio como “porta-voz” revela a tentativa de estabelecer um canal permanente de comunicação política do ex-presidente por interposta pessoa durante o período eleitoral, esvaziando a eficácia das medidas impostas pelo STF.