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Justiça manda soltar secretária sancionada pelos EUA por ligação com o PCC

A decisão da 7ª Vara Criminal Federal revogou as prisões temporárias dos sete detidos na operação, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro para traficantes ligados à facção. Ao mesmo tempo, a Justiça decretou prisões preventivas contra investigados...

Justiça manda soltar secretária sancionada pelos EUA por ligação com o PCC

A defesa de Stella afirmou que a decisão deve ser cumprida ainda nesta terça e disse que, “em respeito ao segredo de justiça que recai sobre a investigação, não comentará o conteúdo da decisão nem os elementos constantes dos autos”.

A Justiça Federal mandou soltar, nesta terça-feira (07), Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e presa na Operação Exchange, da Polícia Federal.

A decisão da 7ª Vara Criminal Federal revogou as prisões temporárias dos sete detidos na operação, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro para traficantes ligados à facção. Ao mesmo tempo, a Justiça decretou prisões preventivas contra investigados que seguem na mira do caso.

Entre os alvos da nova ordem estão Victor Henrique de Oliveira Shimada, Amauri Henrique de Oliveira e Ygor Fokin Saviolli. Apesar de constar como não localizado no Brasil, Ygor foi preso em janeiro nos Estados Unidos durante uma fiscalização de fronteira em um aeroporto da Flórida.

A defesa de Stella afirmou que a decisão deve ser cumprida ainda nesta terça e disse que, “em respeito ao segredo de justiça que recai sobre a investigação, não comentará o conteúdo da decisão nem os elementos constantes dos autos”. Os advogados também afirmaram que a inocência dela será demonstrada ao longo da investigação.

A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados. A suspeita é de que o grupo tenha usado transferências de criptoativos, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem do dinheiro.

O empresário Victor Shimada. Foto: reprodução

Victor Shimada foi sancionado na quarta-feira (01) pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. As autoridades americanas o apontam como “elo-chave” entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais e afirmam que ele teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos.

Segundo investigadores da PF, Shimada atuaria como uma espécie de “doleiro moderno” e teria usado mais de 70 empresas para movimentar valores suspeitos. Stella é apontada como prima e secretária dele; os investigadores afirmam que ela prestava apoio operacional e logístico, inclusive na coleta de dinheiro em espécie.

As sanções dos Estados Unidos bloqueiam bens em território americano e também atingem empresas controladas direta ou indiretamente pelos alvos. A defesa de Shimada já havia negado “veementemente qualquer envolvimento com organização criminosa ou com a prática de lavagem de dinheiro”.