
O melhor resultado do governo aparece entre os entrevistados classificados como desocupados. Nesse grupo, 63% aprovam o trabalho de Lula, enquanto 34% desaprovam e 3% não responderam.
O governo Lula (PT) tem aprovação e desaprovação empatadas em 47%, com apoio maior entre mulheres, idosos, nordestinos e eleitores de baixa renda. Outros 6% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder à pergunta sobre o desempenho do presidente.
O empate representa uma melhora do saldo do governo na comparação com o início da série histórica. Em 30 de março, a aprovação estava em 45%, enquanto a desaprovação alcançava 51%, uma diferença negativa de seis pontos percentuais.

Desde então, a aprovação avançou dois pontos, para os atuais 47%, e a desaprovação recuou quatro pontos, também para 47%. Em abril, os índices eram de 46% e 49%; em maio, de 47% e 48%; e, em 15 de junho, a aprovação chegou a 48%, diante de 47% de desaprovação.
O melhor resultado do governo aparece entre os entrevistados classificados como desocupados. Nesse grupo, 63% aprovam o trabalho de Lula, enquanto 34% desaprovam e 3% não responderam.
A aprovação também é majoritária entre as pessoas que estão fora da população economicamente ativa, alcançando 55%, diante de 38% de desaprovação. Entre os trabalhadores informais, há equilíbrio estatístico: 45% aprovam e 47% desaprovam.
O cenário é mais desfavorável entre os trabalhadores formais, grupo em que 40% aprovam a gestão e 56% a desaprovam.
Nas famílias com renda entre um e dois salários mínimos, 48% aprovam a gestão Lula, enquanto 43% desaprovam. Outros 9% não souberam responder.
A partir das faixas intermediárias e mais altas, a desaprovação passa a ser numericamente superior. Entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos, 44% aprovam e 53% desaprovam. Acima de cinco salários mínimos, os índices são de 43% e 54%, respectivamente.
Entre as mulheres, 54% aprovam o trabalho do presidente, diante de 39% que o desaprovam. No eleitorado masculino, o quadro se inverte: 40% aprovam e 56% desaprovam.
Entre os eleitores de 41 a 59 anos, há equilíbrio, com 49% de aprovação e 48% de desaprovação. Na faixa de 16 a 24 anos, os percentuais são de 43% e 46%. Entre os entrevistados de 25 a 40 anos, 42% aprovam e 53% desaprovam.
O governo também obtém resultado mais favorável entre pessoas com ensino fundamental: 57% aprovam e 38% desaprovam. Entre os entrevistados com ensino médio, a aprovação é de 41%, contra 52% de desaprovação. No ensino superior, os índices são de 43% e 52%.
No recorte regional, o Nordeste apresenta o maior índice de aprovação do governo Lula: 57%, ante 37% de desaprovação. A vantagem favorável ao presidente chega a 20 pontos percentuais.
Nas regiões metropolitanas e no interior, o governo mantém uma pequena vantagem numérica: 48% aprovam e 47% desaprovam. Nas capitais, a aprovação é de 45%, enquanto a desaprovação chega a 48%.
Entre os católicos, 51% aprovam o trabalho do presidente, contra 44% que desaprovam. Entre as pessoas sem religião, a aprovação alcança 52%, enquanto a desaprovação fica em 40%.
O governo enfrenta maior resistência entre os evangélicos: 38% aprovam e 56% desaprovam. Entre os seguidores de outras religiões, 45% manifestam aprovação e 50% desaprovação.
A pesquisa também avaliou o governo por conceitos. Nesse quesito, 35% classificam a administração como ótima ou boa, 24% como regular e 41% como ruim ou péssima. Outros 1% não respondeu. Essa pergunta tem formulação diferente da medição direta de aprovação e, por isso, seus resultados não devem ser somados ou comparados automaticamente.
A Nexus entrevistou 2.003 eleitores por telefone, por meio do método CATI, entre os dias 10 e 12 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa abrange as 27 unidades da Federação e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07981/2026.





