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Caminhoneiros anunciam greve em São Paulo pela MP do Frete

O movimento foi anunciado pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão. O objetivo é cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a inclusão da proposta na pauta de votações da Casa.

Caminhoneiros anunciam greve em São Paulo pela MP do Frete

Em Santos, no litoral paulista, a Polícia Militar acompanha uma manifestação pacífica na Rua Augusta Scaraboto. Cerca de 70 pessoas participam do ato, mas a via permanece liberada para a circulação de veículos.

 Caminhoneiros fazem uma paralisação em São Paulo pela aprovação da Medida Provisória do Frete e pressionam o Senado a votar a medida antes que o texto perca a validade, na quinta-feira (16). Apesar da mobilização iniciada nesta segunda-feira (13), a Polícia Militar informou que, até o momento, não foram registrados impactos no trânsito paulista, segundo a CNN Brasil.

O movimento foi anunciado pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão. O objetivo é cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a inclusão da proposta na pauta de votações da Casa.

Em Santos, no litoral paulista, a Polícia Militar acompanha uma manifestação pacífica na Rua Augusta Scaraboto. Cerca de 70 pessoas participam do ato, mas a via permanece liberada para a circulação de veículos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Wallace Landim afirmou que representantes da categoria tentam há duas semanas obter uma resposta do Senado sobre a votação. O dirigente orientou os motoristas a suspender temporariamente as viagens enquanto aguardam uma definição.

A Medida Provisória do Frete foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho e precisa passar pelo Senado até quinta-feira. Caso não seja analisada dentro do prazo, a proposta perderá a validade.

A medida estabelece penalidades para empresas que deixarem de cumprir o piso mínimo do transporte rodoviário de cargas. Entre as sanções previstas estão multas e a suspensão das atividades de transporte.

As multas previstas para o descumprimento das normas variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões. O objetivo é impedir que transportadoras e empresas contratantes paguem valores inferiores aos custos mínimos enfrentados pelos motoristas durante as operações.

Em entrevista concedida em março à CNN Money, Landim afirmou que a publicação da medida representava um avanço para os caminhoneiros. Segundo ele, as novas regras poderiam evitar que empresas oferecessem fretes abaixo dos custos efetivamente suportados pelos profissionais.

Além da aprovação da MP, representantes da categoria reivindicam a isenção de pedágio para caminhões vazios e a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), medida que, segundo os caminhoneiros, contribuiria para diminuir os preços dos combustíveis.