
Marco Aurélio rebateu a declaração e acusou Gaspar de tentar desviar o foco das acusações que atingem o próprio deputado e Flávio Bolsonaro.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reagiu às declarações do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, sobre a possibilidade de prisão do filho do presidente Lula no caso que envolve descontos irregulares em benefícios de pensionistas do INSS.
Marco Aurélio rebateu a declaração e acusou Gaspar de tentar desviar o foco das acusações que atingem o próprio deputado e Flávio Bolsonaro.
“Talvez o candidato não tenha se dado conta de que a PF está mais perto da porta dele. Se ele prestigiasse o princípio da presunção de inocência, saberia que vale para Chico e para Francisco. Ele próprio diz que é alvo de uma injustiça. E essa verborragia talvez seja parte da estratégia diversionista de esconder as graves acusações das quais tem sido objeto, assim como o seu candidato majoritário, Flávio Bolsonaro”, afirmou o advogado.
O defensor de Lulinha tam
bém negou haver motivo para prisão de seu cliente ou de Marcola. Em tom duro, disse duvidar que Gaspar tenha capacidade de perceber a ausência de fundamento para a medida. “Se ele tiver dois neurônios, o que eu coloco em dúvida, ele vai perceber que não há motivo nenhum para prisão do Fábio e, eventualmente, do próprio Marcola”, declarou Marco Aurélio, que coordena o grupo Prerrogativas.
Luchsinger é apontada nas apurações como suposta intermediária entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e integrantes do governo federal no escândalo dos descontos irregulares em benefícios de pensionistas do INSS.
Alfredo Gaspar não é oficialmente investigado no caso. O deputado foi alvo de uma notícia-crime apresentada por Lindbergh Farias (PT-RJ), que menciona um suposto estupro de vulnerável. Gaspar entregou material genético à Polícia Federal para tentar provar sua inocência.
De acordo com a coluna, o candidato a vice de Flávio Bolsonaro também afirma ter em mãos o depoimento de um homem filiado ao PL que sustenta que a denúncia teria sido supostamente “armada” contra ele, à época relator da comissão de inquérito.





