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Trump chama Irã de “República Islâmica do Japão” e confunde Zelensky com Putin

A declaração chamou atenção porque o Japão é um aliado histórico dos Estados Unidos e não tem relação com o episódio citado pelo presidente norte-americano. A troca ocorreu durante uma entrevista em que Trump respondia a perguntas sobre temas ligados...

Trump chama Irã de “República Islâmica do Japão” e confunde Zelensky com Putin

Donald Trump protagonizou uma sequência de gafes durante a cúpula da Otan realizada na Turquia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou uma sequência de gafes durante a cúpula da Otan realizada na Turquia. Em diferentes momentos da coletiva de imprensa, o republicano confundiu o Irã com o Japão e se referiu ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, como Vladimir Putin, presidente da Rússia, diante de jornalistas e autoridades.

O primeiro caso ocorreu quando Trump comentava o conflito envolvendo o Irã. Ao mencionar um suposto ataque contra um porta-aviões, ele atribuiu a ação ao Japão, apesar de tratar de um episódio relacionado aos iranianos. “Recebemos 111 mísseis disparados pela República Islâmica do Japão. Eles foram disparados contra o porta-aviões”, afirmou.

A declaração chamou atenção porque o Japão é um aliado histórico dos Estados Unidos e não tem relação com o episódio citado pelo presidente norte-americano. A troca ocorreu durante uma entrevista em que Trump respondia a perguntas sobre temas ligados à política externa.

Pouco depois, Trump voltou a cometer outro equívoco. Sentado ao lado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ele direcionou uma pergunta aos jornalistas e, ao apontar para o líder da Ucrânia, perguntou: “Vocês têm uma pergunta para o presidente Putin, por favor?”.

A reação da imprensa foi imediata, com risos entre os jornalistas presentes. Mesmo após a tentativa de correção, Trump repetiu a confusão. “Vocês têm uma pergunta para o presidente Putin, não Zelensky, Putin?”, insistiu, novamente apontando para o presidente ucraniano. Em seguida, acrescentou: “O que vocês gostariam de perguntar a ele, porque eu vou fazer essa pergunta”.

A troca entre Zelensky e Putin ocorreu em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, período em que Kiev depende do apoio militar e diplomático dos Estados Unidos. Durante o episódio, Zelensky não fez comentários públicos sobre a declaração do presidente norte-americano.

Além das gafes, Trump aproveitou a coletiva para fazer críticas e declarações sobre diferentes temas da política internacional. Ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, voltou a pressionar países integrantes da aliança e comentou assuntos envolvendo Irã, Espanha e Groenlândia.

Ao falar sobre o governo iraniano, o presidente utilizou termos ofensivos e afirmou considerar encerrado o cessar-fogo. “Eles são um bando de escória. Quer saber? Eles são escória. Então nós não gostamos deles, eu não gosto deles, e eles são pessoas más”, declarou.

Em seguida, ao ser questionado sobre a trégua, respondeu: “É uma pergunta muito interessante. Para mim? Acho que acabou”. Logo depois, voltou a atacar os iranianos: “Eles são escória. Você sabe o que é escória? Eles são escória. São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes, e são pessoas cruéis e violentas. E, se tivessem uma arma nuclear, eles a usariam. No que depender de mim, acabou”.

Durante a mesma agenda, Trump também direcionou críticas à Espanha e defendeu o fim das relações comerciais com o país. “A Espanha é uma causa perdida. Não queremos fazer mais nenhum negócio comercial com a Espanha”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Cortem todo o comércio com a Espanha, incluindo visitas”.

O presidente norte-americano ainda voltou a defender o interesse dos Estados Unidos sobre a Groenlândia e criticou a Dinamarca ao comentar a importância estratégica do território. “A Groenlândia é muito importante para os Estados Unidos, mas não é importante para a Dinamarca”, disse. Em seguida, concluiu: “Nós precisamos dela para a proteção do mundo, não apenas dos Estados Unidos”.