
Na véspera da conversa entre Lula e Delcy Rodríguez, o governo federal apresentou um balanço das ações de assistência prestadas à Venezuela desde os terremotos de 24 de junho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, no início da tarde desta sexta-feira (10), com a presidenta designada da Venezuela, Delcy Rodríguez, para tratar da situação do país após os terremotos registrados em 24 de junho. Segundo nota oficial divulgada pela Presidência da República, os dois líderes discutiram as perdas humanas e materiais provocadas pelo desastre.
Entre as prioridades está a construção de moradias destinadas às milhares de famílias que ficaram desabrigadas em consequência dos terremotos. Ao reiterar a solidariedade do povo e do governo brasileiros, Lula reafirmou a disposição do Brasil de seguir contribuindo com os esforços de reconstrução e de apoiar a população venezuelana diante dos impactos provocados pelo desastre.
Na véspera da conversa entre Lula e Delcy Rodríguez, o governo federal apresentou um balanço das ações de assistência prestadas à Venezuela desde os terremotos de 24 de junho. Segundo o balanço, o Brasil mobilizou mais de 80 especialistas para integrar a Força-Tarefa Internacional de Busca e Salvamento, coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O governo brasileiro também destacou que foi o primeiro país a instalar um hospital de campanha na Venezuela após o desastre. A estrutura, operada por 99 militares da área da saúde, conta com unidade avançada de trauma, suporte para procedimentos cirúrgicos, leitos de terapia intensiva e capacidade para realizar até 200 atendimentos por dia. Em dez dias de funcionamento, o hospital já havia realizado mais de 1.200 atendimentos, incluindo cirurgias e exames laboratoriais.
Além da assistência médica, o Brasil enviou 100 purificadores de água, com capacidade para produzir 5 mil litros de água potável por dia cada um, e remeteu diretamente 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e insumos médicos. O governo também intermediou a doação de outras 150 toneladas de alimentos, materiais de saúde e itens de higiene fornecidos por empresas privadas brasileiras, ampliando o apoio humanitário destinado ao país vizinho.





