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Exportações aos EUA caem 5% em julho após novo tarifaço de Trump

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,64 bilhões em julho, uma queda de 5% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Exportações aos EUA caem 5% em julho após novo tarifaço de Trump

O recuo ocorreu no mesmo mês em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo pacote de tarifas sobre produtos brasileiros.

Mesmo com a retração das exportações para os Estados Unidos, o Brasil encerrou julho com superávit de US$ 7,07 bilhões na balança comercial. Segundo o jornal O Globo, dados preliminares divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mostram que o avanço das vendas para a China compensou parte das perdas registradas no mercado estadunidense.

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,64 bilhões em julho, uma queda de 5% na comparação com o mesmo mês de 2025. O recuo ocorreu no mesmo mês em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo pacote de tarifas sobre produtos brasileiros.

Enquanto as vendas aos Estados Unidos perderam ritmo, a China reforçou sua posição como principal parceiro comercial do Brasil.

As exportações brasileiras para o mercado chinês alcançaram US$ 10,673 bilhões em julho, crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e 31 de julho, as exportações brasileiras acumulam US$ 218,55 bilhões, enquanto as importações somam US$ 169,51 bilhões. O saldo comercial no período atingiu US$ 49,04 bilhões, e a corrente de comércio chegou a US$ 388,065 bilhões.

Embora a queda nas exportações aos Estados Unidos já tenha sido registrada em julho, o impacto mais significativo das novas tarifas deve aparecer nos próximos meses.

Isso porque a sobretaxa de 25% imposta pelo governo Trump entrou em vigor apenas em 25 de julho. A medida foi justificada pela Casa Branca sob a alegação de supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil.

Nos dois casos, entretanto, foi estabelecida uma ampla lista de exceções.

Segundo estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, cerca de 23,1% da pauta de exportações brasileiras destinada aos Estados Unidos foi atingida pelas novas tarifas.

O maior impacto recai sobre produtos industrializados, segmento em que os Estados Unidos figuram entre os principais mercados da indústria brasileira e que concentra bens de maior valor agregado.

Até o momento, embora integrantes do governo brasileiro tenham mencionado a possibilidade de uma resposta comercial, nenhuma medida de retaliação foi oficialmente anunciada.