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Governo do Rio pede falência da Refit por dívida de R$ 25,7 bi

A companhia é apontada pelo governo fluminense como o maior devedor de impostos do país. Para a PGE, os dados financeiros do grupo mostram uma deterioração progressiva, sem perspectiva de geração de caixa capaz de sustentar as operações ou permitir...

Governo do Rio pede falência da Refit por dívida de R$ 25,7 bi

Depois de registrar receitas mensais superiores a R$ 1 bilhão em 2025, o grupo teria enfrentado uma queda contínua, até chegar a um faturamento praticamente nulo no início de 2026.

O governo do Rio de Janeiro pediu à Justiça que converta a recuperação judicial da Refit em falência, diante de uma dívida tributária superior a R$ 25,7 bilhões, do agravamento da situação financeira, do rompimento de um parcelamento e do acúmulo de novos débitos. As informações são do G1.

Apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) nesta quarta-feira (5), o pedido afirma que o Grupo Manguinhos, controlador da Refinaria de Manguinhos, perdeu as condições econômicas necessárias para continuar operando e já não cumpre os requisitos para permanecer em recuperação judicial.

A companhia é apontada pelo governo fluminense como o maior devedor de impostos do país. Para a PGE, os dados financeiros do grupo mostram uma deterioração progressiva, sem perspectiva de geração de caixa capaz de sustentar as operações ou permitir o pagamento das obrigações acumuladas.

Entre os principais argumentos apresentados à Justiça está a redução acentuada do faturamento. Depois de registrar receitas mensais superiores a R$ 1 bilhão em 2025, o grupo teria enfrentado uma queda contínua, até chegar a um faturamento praticamente nulo no início de 2026.

O governo fluminense considera que não há, no quadro financeiro apresentado, sinais de que o grupo possa voltar a gerar recursos suficientes para manter suas atividades e liquidar os compromissos tributários.

Parcelas estão atrasadas há mais de 90 dias

O descumprimento do parcelamento especial firmado para a regularização dos débitos é outro fundamento do pedido de falência. Conforme a PGE, as prestações não são pagas há mais de 90 dias.

Segundo o órgão, o período de inadimplência permite, nos termos da legislação aplicável, o cancelamento do acordo e a decretação da falência. O Estado argumenta que o benefício concedido não produziu a regularização fiscal esperada.

Para o Estado, a comparação entre os pagamentos realizados e os novos débitos mostra que o parcelamento não interrompeu o crescimento das obrigações tributárias.

Na avaliação da Procuradoria, a manutenção da recuperação judicial nas condições atuais apenas prolongaria a insolvência do grupo. O órgão afirma que o cenário também prejudica a arrecadação pública, afeta a concorrência no setor e amplia os riscos enfrentados pelos credores e pelo mercado.

O pedido sustenta que a falência não necessariamente interromperia a atividade econômica desenvolvida pelos ativos da refinaria. Conforme a PGE, a legislação permite que esses bens sejam vendidos de maneira organizada no processo falimentar.