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Copom reduz Selic para 14%, menor nível da taxa básica de juros desde março de 2025

O corte desta quarta-feira, portanto, diminui o custo básico do dinheiro, mas preserva uma política monetária restritiva. O Banco Central mantém os juros em nível alto enquanto acompanha o comportamento da inflação e os riscos que podem alterar as projeções...

Copom reduz Selic para 14%, menor nível da taxa básica de juros desde março de 2025

O novo patamar representa o menor nível da Selic desde março de 2025 e reforça a projeção de mais uma redução dos juros ainda neste ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano nesta quarta-feira (5) e manteve a trajetória de queda da Selic pela quarta reunião consecutiva. O Banco Central aplicou um corte de 0,25 ponto percentual, em linha com a expectativa do mercado financeiro.

A decisão do Copom levou a taxa básica ao patamar mais baixo em pouco mais de um ano. O comitê já havia reduzido os juros nas três reuniões anteriores e manteve, nesta quarta-feira, o ritmo de corte gradual.

A Selic orienta as demais taxas praticadas na economia e ocupa uma posição central na política monetária do Banco Central. Mesmo após quatro reduções consecutivas, os juros brasileiros permanecem em nível elevado.

O corte desta quarta-feira, portanto, diminui o custo básico do dinheiro, mas preserva uma política monetária restritiva. O Banco Central mantém os juros em nível alto enquanto acompanha o comportamento da inflação e os riscos que podem alterar as projeções para a economia.

O mercado financeiro antecipava a redução da Selic para 14% ao ano. As projeções já incorporavam um corte de 0,25 ponto percentual na reunião desta semana.

A expectativa agora aponta para a continuidade do ciclo de queda. O mercado projeta que a taxa básica terminará o ano em 13,75% ao ano, cenário que pressupõe mais uma redução na reunião de novembro.

A projeção também indica que os agentes financeiros não esperam uma aceleração intensa no ritmo de flexibilização monetária.

A retomada da guerra no Oriente Médio acrescentou incertezas ao cenário econômico. O conflito impulsionou os preços internacionais do petróleo e ampliou o risco de pressão sobre os combustíveis no Brasil.

A alta do petróleo pode elevar os custos de produção, transporte e distribuição. Esse movimento pode alcançar os preços cobrados dos consumidores e dificultar o processo de desaceleração da inflação.

O Banco Central acompanha os preços das commodities energéticas porque as oscilações afetam diretamente os combustíveis e outros custos da economia. Uma alta persistente pode limitar o espaço para reduções adicionais dos juros.

O quarto recuo consecutivo consolida a mudança na trajetória da Selic após o período em que o Banco Central manteve a taxa em patamar mais elevado. Desde o início do ciclo de redução, o Copom adotou cortes moderados e sucessivos.

A nova decisão leva os juros ao menor nível desde março de 2025, mas não elimina o peso da política monetária sobre a atividade econômica. A taxa de 14% ao ano continua alta em termos nominais e reais.

Com a Selic em 14%, o mercado passa a concentrar as atenções na reunião de novembro. As projeções indicam mais um corte de 0,25 ponto percentual e uma taxa básica de 13,75% ao ano no encerramento do período.