
Entre os principais compromissos da agenda está a participação de Saar na cerimônia de posse do novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, marcada para sexta-feira (7).
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, iniciou, nesta quarta-feira (5), uma agenda diplomática pela Colômbia e pelo Equador com o objetivo de fortalecer a aproximação com governos de direita na América Latina. A viagem ocorre em um momento de forte pressão internacional sobre o governo israelense, devido ao genocídio contra o povo palestino na Faixa de Gaza e às agressões militares ao Irã e ao Líbano. As informações são da RFI.
Outro tema previsto nas conversas é a proposta do novo governo colombiano de transferir sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. A medida acompanha a decisão adotada anteriormente pelos Estados Unidos e por um número reduzido de países.
A transferência é alvo de controvérsia na diplomacia internacional. Israel considera Jerusalém sua capital indivisível desde a ocupação e anexação da parte oriental da cidade em 1967, enquanto a maior parte da comunidade internacional e organismos internacionais classificam Jerusalém Oriental como território ocupado.
Entre eles está a presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori. De acordo com Saar, a ampliação das relações com governos de direita vem sendo conduzida de forma “determinada e sistemática”, com o objetivo de reconstruir laços diplomáticos que haviam perdido força.
Outro aliado de Israel na América Latina, o presidente argentino Javier Milei, também anunciou a intenção de transferir a embaixada do país para Jerusalém. A mudança, porém, ainda não foi concretizada.
Segundo a imprensa israelense, o atraso está relacionado a divergências provocadas por um projeto de exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas. Uma empresa israelense pretende atuar na região, reivindicada pela Argentina e administrada pelo Reino Unido, o que gerou impasses diplomáticos.





