
Benjamin Netanyahu afirmou que seu país não apoiou o plano do Conselho da Paz para o desarmamento do movimento palestino Hamas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu país não apoiou o plano do Conselho da Paz para o desarmamento do movimento palestino Hamas.
Na última quinta-feira (30), o gabinete do primeiro-ministro de Israel informou que o país não retirará suas tropas da Linha Amarela, na Faixa de Gaza, até que o Hamas seja desarmado e o enclave seja desmilitarizado.
Na última sexta-feira (31), o Hamas afirmou que Israel deve interromper completamente seus ataques à Faixa de Gaza para que seja possível iniciar a implementação da segunda fase do plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em 31 de julho, Trump anunciou que o Conselho da Paz havia aprovado um acordo prevendo o desarmamento do Hamas e de outros grupos armados na Faixa de Gaza. Pelo plano, as forças israelenses iniciariam uma retirada gradual do enclave à medida que o processo de desarmamento avançasse. Posteriormente, o gabinete de Netanyahu informou que Israel havia manifestado aos Estados Unidos suas preocupações em relação ao plano de desarmamento do Hamas.
Em 9 de outubro de 2025, Israel e o Hamas, com a mediação de Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia, concordaram em implementar a primeira fase do plano de paz apresentado por Trump. No dia seguinte, entrou em vigor um cessar-fogo na Faixa de Gaza. De acordo com o acordo, as tropas israelenses recuaram para a chamada Linha Amarela, mantendo, no entanto, o controle de mais de 50% do território da Faixa de Gaza.
Segundo dados do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 10 de outubro do ano passado, 1.250 pessoas morreram e 4.110 ficaram feridas.





