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Brasil e EUA agendam reunião sobre tarifaço para a próxima semana

A data provável da reunião foi ajustada diretamente entre o ministro Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer na última segunda-feira (24), restando apenas a definição do horário, a depender da conciliação das agendas oficiais das autoridades envolvidas.

Brasil e EUA agendam reunião sobre tarifaço para a próxima semana

As tratativas diplomáticas e comerciais entre os dois países estavam paralisadas desde o dia 14 de julho

O governo brasileiro e a administração dos Estados Unidos agendaram para a próxima semana, possivelmente na segunda-feira (31), a realização de uma reunião virtual entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. O encontro contará ainda com a participação de um representante do Itamaraty para marcar o início da retomada oficial das negociações sobre o chamado “tarifaço” aplicado contra os produtos exportados pelo Brasil.

A data provável da reunião foi ajustada diretamente entre o ministro Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer na última segunda-feira (24), restando apenas a definição do horário, a depender da conciliação das agendas oficiais das autoridades envolvidas.

O destravamento dos canais de diálogo ocorreu após uma ligação telefônica realizada na última sexta-feira (21) entre o presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Logo após a conversa entre os chefes de Estado — que conversaram durante a manhã por mais de uma hora em tom classificado como “cordial” —, o ministro do MDIC recebeu o contato direto de Greer para dar andamento ao processo de negociação.

As tratativas diplomáticas e comerciais entre os dois países estavam paralisadas desde o dia 14 de julho, véspera do anúncio formal de uma tarifa de 25% imposta pelo governo norte-americano sobre os produtos de origem brasileira. Posteriormente, em 23 de julho, uma nova sobretaxa de 12,5% foi anunciada por Washington, agravando o cenário para os exportadores nacionais.

O impacto econômico das restrições tarifárias impostas pela Casa Branca atinge uma grande parcela do parque produtivo brasileiro. Segundo dados e levantamentos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, 8,6 mil empresas no Brasil estão sujeitas às novas tarifas. O estudo aponta que 52,7% da pauta exportadora brasileira destinada ao mercado dos Estados Unidos não enfrenta taxas adicionais, enquanto 47,3% dos produtos exportados estão submetidos a algum tipo de sobretaxa imposta pelo governo norte-americano.