
Chacra afirma que Rubio já adotou medidas consideradas hostis ao governo brasileiro, entre elas a suspensão do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, e que seu objetivo político seria fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais de outubro.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, está conduzindo uma ampla estratégia para ampliar a influência de governos de direita na América Latina e vê a eleição presidencial brasileira como uma das principais disputas geopolíticas da região. A avaliação é do jornalista Guga Chacra, em coluna publicada no O Globo, na qual sustenta que Rubio pretende atuar intensamente para favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro e impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a análise, o Brasil ocupa posição estratégica nesse projeto. Chacra afirma que Rubio já adotou medidas consideradas hostis ao governo brasileiro, entre elas a suspensão do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, e que seu objetivo político seria fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais de outubro.
Na avaliação do colunista, uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro representaria uma importante vitória ideológica para Rubio e consolidaria um continente mais alinhado ao trumpismo. Em sentido oposto, uma reeleição de Lula significaria um revés para essa estratégia.
Na visão apresentada pelo colunista, o secretário de Estado busca construir uma América Latina politicamente alinhada aos interesses estratégicos de Washington e marcada pela predominância de governos conservadores e de direita.
A coluna também afirma que Rubio desempenha papel central na condução da política norte-americana em diversos países sul-americanos.
Segundo Chacra, sua atuação se estende à Venezuela e alcança países como Equador, Colômbia, Chile, Paraguai, Peru, Bolívia e Argentina. O jornalista observa que parte desses governos mantém boas relações institucionais com Lula devido ao peso econômico do Brasil, enquanto outros, como o presidente argentino Javier Milei, adotam uma postura de enfrentamento ao governo brasileiro e convergem politicamente com Rubio.
O colunista sustenta que, após mudanças recentes no cenário venezuelano, Rubio passou a concentrar ainda mais poder na definição da estratégia norte-americana para a América Latina, buscando consolidar uma influência duradoura dos Estados Unidos sobre governos considerados estratégicos.
Ao longo da análise, Chacra argumenta que a disputa presidencial brasileira tornou-se um dos principais testes dessa estratégia regional e que o resultado das eleições poderá ter repercussões para o equilíbrio político do continente.





