
Familiares disseram que Cláudio enfrentava transtornos psicológicos e fazia acompanhamento profissional.
Cláudio Rafael Landeiro Moreira morreu após ser espancado depois de ser confundido com um ladrão em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a família, a bicicleta que motivou a suspeita e a abordagem pertencia à própria vítima. As informações são do UOL.
O segurança relatou que questionou Cláudio sobre a procedência da bicicleta e decidiu não entregá-la enquanto o suposto proprietário não aparecesse. Durante a discussão, ele admitiu ter atingido o braço da vítima com um soco.
Na sequência, segundo as informações reunidas pela reportagem, um grupo de entregadores teria chegado ao local e começado a agredir Cláudio. O segurança afirmou que os homens levaram a vítima até a Rua Felipe de Oliveira e declarou não saber o que ocorreu depois.
Família afirma que bicicleta era da vítima
A versão apresentada pela família contesta a suspeita que deu início à abordagem. Fabiana, uma das irmãs de Cláudio, afirmou em um vídeo divulgado nas redes sociais que a bicicleta pertencia à família.
Ao relatar o caso, ela criticou a forma como o irmão foi tratado desde o início da ocorrência. “Ele abordou meu irmão e supôs que ele era um ladrão”, afirmou.
Polícia Militar não foi acionada
A Polícia Militar informou que não recebeu chamado para atender à ocorrência. Cláudio acabou socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Miguel Couto.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o hospital entrou em contato com os familiares para comunicar que ele havia dado entrada na unidade. Cláudio não resistiu e teve a morte constatada no dia seguinte à agressão.
Familiares relatam acompanhamento psicológico
Familiares disseram que Cláudio enfrentava transtornos psicológicos e fazia acompanhamento profissional. Uma prima relatou nas redes sociais as dificuldades vividas por ele e destacou a relação afetiva mantida pela família.
Conhecido como “Bart” na região de Botafogo, Cláudio informava em seu perfil no LinkedIn que havia trabalhado em meio período como assistente administrativo na Dataprev, empresa pública vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
O caso está sob investigação da 12ª DP, em Copacabana. A Polícia Civil informou que trabalha para esclarecer os fatos e determinar as circunstâncias e responsabilidades pelas agressões sofridas por Cláudio.
A apuração deverá esclarecer a participação das pessoas envolvidas desde a abordagem inicial até o momento em que Cláudio foi socorrido, enquanto o laudo do IML deverá estabelecer oficialmente a causa da morte.





