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Milei faz novo ataque repugnante a Lula: ‘tumor difícil de extirpar’

A postagem compartilhada por Milei apresenta uma extensa relação de políticos latino-americanos. Entre eles estão os venezuelanos Hugo Chávez e Nicolás Maduro; os argentinos Cristina Kirchner e Néstor Kirchner; Rafael Correa, do Equador; Evo Morales, da Bolívia; José Mujica, do...

Milei faz novo ataque repugnante a Lula: ‘tumor difícil de extirpar’

A nova publicação se soma a uma sequência de ataques feitos pelo presidente argentino contra Lula nas últimas semanas.

O presidente de extrema direita da Argentina, Javier Milei, fez uma nova investida contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao compartilhar nas redes sociais uma montagem que reúne dirigentes e ex-governantes associados à esquerda na América Latina e em outros países. A publicação original classifica esse grupo como o “tumor mais difícil de extirpar da história” e emprega a expressão “socialismo empobrecedor do século XXI”.

Segundo O Globo, Milei republicou a imagem na terça-feira (18) na rede social X. Além de Lula, a montagem inclui a ex-presidente Dilma Rousseff e uma série de atuais e antigos líderes políticos.

Ao repercutir o conteúdo, o presidente argentino comparou a montagem a um “trem fantasma” e acrescentou: “Se você entrar no túnel, não sabe o medo que seu bolso vai carregar… Isso se você conseguir sair vivo da experiência”.

A postagem compartilhada por Milei apresenta uma extensa relação de políticos latino-americanos. Entre eles estão os venezuelanos Hugo Chávez e Nicolás Maduro; os argentinos Cristina Kirchner e Néstor Kirchner; Rafael Correa, do Equador; Evo Morales, da Bolívia; José Mujica, do Uruguai; Manuel Zelaya, de Honduras; e Andrés Manuel López Obrador, do México.

A montagem ainda inclui figuras da política espanhola, como o chefe de governo Pedro Sánchez, o ex-chefe de governo José Luis Rodríguez Zapatero, Pablo Iglesias, ex-líder do Podemos, e Juan Carlos Monedero, um dos fundadores do partido. Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, também aparece.

O texto original republicado pelo presidente argentino associa os políticos retratados a um retrocesso econômico e político desde o fim da Guerra Fria.

“Após a queda do Muro de Berlim, tivemos uma oportunidade irrepetível de restaurar o Ocidente e retornar ao caminho da liberdade e da prosperidade. Mas tiveram que chegar todos esses incompetentes para desfazer todo o progresso alcançado e nos regredir à Idade da Pedra. E até o dia de hoje não conseguimos nos livrar de todos eles, são o tumor mais difícil de extirpar da história”, afirma a legenda compartilhada por Milei.

Em 10 de agosto, Milei compartilhou uma publicação do deputado republicano norte-americano Carlos A. Giménez, apoiador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual Lula foi chamado de “porco”.

“O ódio e o desprezo com que o criminoso Lula da Silva, do Brasil, se manifesta em relação ao nosso secretário de Estado, Marco Rubio, vêm diretamente de seus chefes na ditadura castro-comunista”, escreveu Giménez na publicação reproduzida por Milei.

Na sequência, o parlamentar norte-americano afirmou: “Os brasileiros merecem muito mais do que esse porco”.

“Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico”, declarou Milei ao ser questionado sobre a anulação das condenações de Lula relacionadas à Operação Lava Jato.

Na mesma entrevista, Milei rejeitou críticas do governo brasileiro ao tom adotado contra o presidente do Brasil e manteve as acusações.

“O que é agressivo é quando alguém rouba. É muito menos grave chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar”, afirmou.

Os novos ataques do mandatário argentino ocorrem em meio às dificuldades econômicas decorrentes do plano de austeridade implantado por Milei.

Sindicatos, movimentos sociais e grupos de cidadãos endividados convocaram para esta quinta-feira (20), em Buenos Aires, uma marcha até o Ministério da Economia contra o endividamento recorde da população. Dados do Banco Central argentino apontam que 5,8 milhões de pessoas possuem empréstimos pendentes ou enfrentam atrasos graves em dívidas contraídas por canais oficiais, enquanto as entidades organizadoras relacionam o problema à perda do poder de compra e ao aumento das despesas essenciais durante o governo de Javier Milei. A mobilização contará com a participação da Confederação Geral do Trabalho (CGT), das duas centrais da CTA e de organizações sociais.

O aumento do endividamento ocorre em um cenário no qual a Argentina ainda convive com pressão sobre os preços e dificuldades no mercado de trabalho. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), a inflação foi de 2,1% em julho de 2026, acumulou 19,3% nos primeiros sete meses do ano e chegou a 33,8% em 12 meses. No mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 7,8% no primeiro trimestre de 2026, enquanto a subocupação atingiu 11,1%. Os dados referentes ao segundo trimestre deverão ser divulgados pelo instituto no dia 17 de setembro.