O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (2) o endurecimento das punições para crimes de feminicídio e de violência contra a mulher. Durante agenda no Rio Grande do Norte, Lula afirmou que o governo pretende ampliar as penas para quem mata mulheres e reforçar os mecanismos de proteção às vítimas.
Ao defender uma legislação mais rígida, Lula afirmou que os agressores devem ser responsabilizados de forma mais severa e que medidas protetivas precisam ser fortalecidas.
“Nós estamos fazendo o Pacto contra o Feminicídio. E vamos endurecer. O cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais na mulher. E aumentar a pena para quem mata mulher. Não é possível, o cidadão trancar a mulher e o filho na casa e tocar fogo, o cidadão dar 66 socos na cara da mulher”, declarou.
As declarações foram feitas durante a inauguração de um túnel da transposição das águas do rio São Francisco para o Rio Grande do Norte. Na cerimônia, Lula comentou as restrições impostas pela legislação eleitoral quanto à inauguração de obras públicas.
“Só posso inaugurar obra até o dia 4 de julho. A partir de amanhã, não posso inaugurar mais obra por causa das eleições. Mas eu posso visitar obra, então vou voltar para ver a universidade, ver outras obras. Mas para fazer visitas, sem poder falar nada”, afirmou.
Durante o evento, o presidente também cobrou maior divulgação do programa Brasil Sorridente e pediu à governadora Fátima Bezerra (PT) que incentive a Secretaria de Saúde do estado a ampliar a divulgação da iniciativa.
Lula também voltou a abordar a desigualdade social e afirmou que a população de baixa renda costuma receber maior atenção durante os períodos eleitorais. “Nós (pobres) somos tratados como invisíveis, mas no dia da eleição somos importantes”, disse.





